14.2.07

Esquizofrenias: um desafio para o século XXI

A 3ª sessão do Café Scientifique foi um verdadeiro sucesso. Para começar, uma palavra de agradecimento ao Doutor Zeferino Ribeiro pela disponibilidade, acessibilidade e pelo excelente contributo na sessão. Outro mérito que deve ser reconhecido, foi a brilhante moderação do debate feita pelo Nuno, tal como já o tinha sido o Ricardo anteriormente.

Contamos com uma lotação completamente esgotada, com uma assistência contínua de perto de 50 pessoas, mas no total com as que iam chegando e partindo, penso termos chegado às 60 pessoas.
A sessão seguiu os trâmites normais do Café Scientifique, com uma exposição/introdução feita pelo Doutor Zeferino sobre As Esquizofrenias (onde explicou, entre outras coisas, o porquê do uso do plural em esquizofrenias), seguida do debate. Neste, logo tivemos a percepção que, tal como uma senhora disse, ninguém estava ali por acaso: havia imensa gente presente que lidava com a doença, ou devido a amigos ou familiares. O Doutor separou objectivamente as águas entre esquizofrenia e depressão, como doenças completamente distintas; também foi demonstrada a esquizofrenia como sendo uma doença que se manifesta tipicamente, na sua fase inicial, em homens a partir dos 18 anos, e nas mulheres depois dos 25 anos; analisamos também os surtos da doença e a protecção imposta pelos fármacos, tal como o papel determinante da familia no combate à doença. Realce importante tiveram o meio e a carga hereditária como potenciadores da esquizifrenia.

Foi sobretudo uma partilha de experiências riquíssima das pessoas que sentem a doença no espírito e na carne, experiências esclarecidas pelo Doutor Zeferino; houve também a oportunidade para se erradicar alguns mitos associados Às Esquizofrenias, tal como a ideia de se pensar que estes doentes são violentos: ficou claro que não o são. Outro aspecto rico do debate foi a partilha de experiências de uma brasileira que comparou muito bem o espectro da doença no Brasil e na Europa. Outra nota exposta pelo Doutor foi a impossibilidade de tratamento de doentes esquizofrénicos sem o recurso a fármacos.

Foi uma sessão muito rica em aprendizagem por quem estava por fora da doença, tal como eu por exemplo, mas também muito produtiva na toca de conhecimento por parte das pessoas com familiares doentes e que não tiveram receio em partilhar as suas emoções, as suas vivências ao lado das Esquizofrenias.

Quero agradecer, em nome do Café Scientifique, a todos os presentes ontem na Velha-a-Branca, ao Doutor Zeferino Ribeiro uma vez mais, ao Diário do Minho pela dupla publicitação do evento, ao blogue do Bar Azul e à Ana Peixoto pela sugestão do tema e do convidado.

Café Scientifique Braga






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